Quando eu tinha 17 anos

Quando eu tinha 17 anos, eu era um aluno brilhante, capitão do meu time, ganhador de bolsa de estudo, do tipo "vá-o-mais-rápido-que-puder". Bem no meio de uma esplêndida temporada de basquete, eu desmaiei no elevador da escola e quebrei os meus dentes da frente. Eu passei alguns dias no hospital, fazendo exames pra descobrir se estava tudo bem com a minha cabeça e o meu coração. Estava tudo bem. O único visitante de quem eu me lembro foi o meu professor de Latim, James Rogers, que era sempre muito rígido comigo e não dava a mínima para esportes; o que importava pra ele é que eu era um aluno bem mediano em Latim. Então, eu fiquei bastante surpreso ao vê-lo. Eu achava que ele não se importava muito comigo. Ele sentou na minha cama de hospital e disse, "Não se apresse em voltar." Achei que ele era maluco, e teria dito isso a ele se eu tivesse dentes com os quais formar as palavras. Ele disse, "Eles vão querer que você volte logo que consiga andar, mas você não tem que fazer o que eles dizem, nunca." Eu realmente não fazia idéia do que ele estava querendo dizer. Mas eu me lembrei do olhar dele e das palavras dele, tão cheias de significado. Eu constantemente me lembrava delas, e pensava. Aquelas palavras entraram na "mistura".
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